Agenda

EVENTOS PÚBLICOS
O LASInTec promove conversas públicas regulares e abertos ao público em geral com objetivo de apresentar pesquisas sobre os temas de segurança, democracia, direitos humanos e liberdade. No início de cada semestre publicamos aqui a programação desses ciclos de debates.

Agenda 2021

Práticas de Si como Resistência às Políticas de Segurança Ontem e Hoje:

Lançamento e debate do livro “Fragmentos de memórias malditas: invenções de si e de mundos” de Cecília Coimbra.

Os convidados Cecília Coimbra (GTNM-UFF) e Danichi Mizoguchi (UFF) estarão conosco ao vivo dia 21/10 às 19h, no nosso canal do YouTube.

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Eventos realizados

anarquistas na américa do sul

o LASInTec (UNIFESP), juntamente com o Nu-Sol (PUC-SP) e o Lima (UNICAMP), convidam para o evento “anarquistas na américa do sul” que começará no dia 18 de agosto, quarta-feira. o evento contará com rodas de conversas, das 10hs às 13hs, e com mesas redondas, das 19hs às 22hs, que serão transmitidos pelo canal da TV PUC-SP. Xs convidadxs e temas das mesas estão disponíveis nos cartazes abaixo:

2021

14 de junho de 2021, 19:30hs
A última “guerra” colonial? (Tecno)políticas de segurança e o caso palestino-israelense
Com Júlia Tibiriçá (LASInTec) e Kamal Cumsille (Centro de Estudos Árabes da Universidade de Chile)

Convidamos todos interessados a participar do nosso novo evento “A última ‘guerra’ colonial? (Tecno)políticas de segurança e o caso palestino-israelense” que acontecerá no dia 14 de junho às 19:30h no nosso canal do YouTube.

Esse painel online inaugura uma série de atividades públicas do LASInTec: “Problemas contemporâneos dos Estudos em Segurança Internacional”. Além dos nossos ciclos regulares de painéis semestrais, realizaremos painéis específicos sobre problemas que se mostrem pertinentes ao campo dos estudos em segurança internacional, a serem compostos por uma pessoa especialista no tema e uma pesquisadora de nosso laboratório. Nesse primeiro painel trataremos do caso palestino-israelense – talvez o problema mais constante e controverso desde a Segunda Guerra Mundial para a segurança internacional.

A escolha do tema se deu por três motivos. O primeiro, mais imediato, foi o conflito deflagrado no dia 10 de maio de 2021, após a ameaça de despejo feita pelo governo Netanyahu às famílias palestinas de Sheikh Jarrah, bairro de Jerusalém Oriental, para abrir caminho aos colonos israelenses. Em pouco tempo houve centenas de mortes, muitas delas mulheres e crianças, devido aos mísseis israelenses lançados contra Jerusalém Oriental. O segundo, e principal motivo para este painel, se deve ao fato de o conflito conter, em pleno século 21, características de uma guerra colonial de ocupação que muitos declaram superada desde, ao menos, a década de 1970. Por fim, há o motivo que mobiliza os interesses de pesquisa específicos do LASInTec: a capacidade do Estado de Israel em desenvolver tecnologias políticas de guerra e intervenção – de táticas para intervenções urbanas de tropas à armas high-tech, como o Iron Dome (Cúpula de Ferro), aparato que faz parte de uma ampla gama de tecnologias de Defesa em funcionamento há uma década (utilizado pela primeira vez em 2011), advindo de um acordo do Estado de Israel com o então governo de Ronald Regan nos EUA, em 1986.

O debate interessa, menos como conflito específico traduzido em termos de uma disputa étnico-religiosa, e mais como caso limite de tecnologias políticas de segurança, Defesa e neutralização que se espalha por todo planeta. Em poucas palavras, buscamos compreender a Faixa de Gaza como um laboratório das tecnologias atuais de distribuição da violência e da morte no planeta.


O objetivo desse ciclo é discutir a letalidade policial, o estatuto jurídico da legítima defesa, a interdição da autodefesa a grupos racializados/subalternizados e as relações entre Estado, política e violência. Todas essas questões orientam a temática que atravessa nossos “Boletins (Anti)Segurança” junto a proposta de abolição da polícia. Essa proposição, apesar de radical e minoritária, tem surgido em diversas partes do planeta, em contextos diversos de protestos de rua diversos e em países como EUA, Nigéria, Colômbia, França e Brasil.

Além desse interesse diretamente relacionado às pesquisas que estamos desenvolvendo no LASInTec, a proposta emergiu de conversas realizadas em nossos seminários internos acerca da genealogia da autodefesa, desde o estudo realizado pela professora de filosofia da Universidade Paris VIII e lutadora de kung-fu, Elsa Dorlin (2020), no livro Autodefesa: uma filosofia da violência. Em especial a inversão que sua genealogia indica para o entendimento comum do direito jusnaturalista, segundo Dorlin: “a questão não é mais delegar ao Estado o direito individual de autodefesa, mas, sobretudo, preservar, transferir um direito de exercer a violência em sentido inverso, do Estado para os cidadãos. Podem-se evocar duas grandes modalidades dessa contratransferência. Uma primeira lógica corresponde a delegar o poder de segurança. A autoridade pública se apoia, por exemplo, em uma milícia composta de cidadãos armados, muito mais do que um exército, ou reforça este com a ajuda daquela – caso paradigmático dos dispositivos repressivos paramilitares ou de polícia privada. Uma segunda lógica, ainda relativa à autoridade soberana, consiste em delegar o poder de justiça: a autoridade se desincumbe de suas prerrogativas punitivas estendendo-as a alguns de seus sujeitos – caso paradigmáticos das legislações nacionais sobre o porte de armas e dos dispositivos parajudiciais” (Dorlin, 2020: 159-160).

A partir disso, convidamos pesquisadorxs de diversas áreas das Ciências Sociais para apresentarem diferentes perspectivas dessa relação entre Estado, política e distribuição assimétrica da violência a partir de questões históricas e atuais. Um tema/problema evidentemente urgente no Brasil que, além das mais de 400 mil mortes por Covid-19, continua sendo um dos maiores produtores de mortes violentas do planeta. O ciclo será composto de três painéis com três expositorxs cada e, ao final, um quarto painel com uma conversa-entrevista com Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luiz de Paula e integrante da Associação 13 de Agosto, movimento de mães, parentes e amigos das pessoas que forma excetuadas por policiais fora de serviço no bairro do Munhoz, em Osasco, e em Barueri, no ano de 2015. Até hoje a ação dos policiais fora de serviço é apontada como uma das maiores chacinas do estado de São Paulo.

Programação:

25 de maio de 2021, 19:30hs.
Painel 1: O massacre brasileiro: morticínio fundante e continuado.
Joana Barros (CAAF/UNIFESP), Paulo Malvezzi (Advogado e mestre em Filosofia pela UNIFESP) e Douglas Rodrigues (Escritor e doutor em Filosofia UNIFESP). Com Ivo Ferreira, pelo LASInTec.

26 de maio de 2021, 19:30hs.
Painel 2: Tortura e contra-insurgência no Brasil do milagre: tecnologias violentas de produção da obediência.
Amelinha Teles (Jornalista e escritora/União de Mulheres) e Rosalina Santacruz (PUC-SP). Com Bruna Oliveira, pelo LASInTec.

27 de maio de 2021, 19:30hs.
Painel 3: Brasil democrático: milicianismo, fuzil e voto.
Camila Jourdan (UERJ), Felipe Estrela (UNEB/AATR) e Fransergio Goulart (IDMJR). Com Thaiane Mendonça, pelo LASInTec.

28 de maio de 2021, 16hs.
Painel 4: Memória, verdade e resistências à violência de Estado hoje.
Joana Barros e Acácio Augusto conversam com Zilda Maria de Paula (Associação 13 de Agosto) sobre o evento conhecido como Chacina de Osasco e Barueri, em 2015, e a luta das mães por memória e verdade. Com Helena Wilke, pelo LASInTec.

2020

Entre agosto e setembro de 2020, realizamos o Ciclo de Debates “Segurança e Monitoramentos na Pandemia – Militarizações, Controles e Regime dos Ilegalismos”. Os eventos ocorreram online através do YouTube e podem ser acessados em nosso canal pelos links disponíveis abaixo.

Painel 1: Securitização, humanitarismo e pacificações na pandemia
João Paulo Gusmão (LASInTec/UNIP), Thaiane Mendonça (LASInTec/San Tiago Dantas) e Helena Wilke (LASInTec/USP).

Painel 2: Militares na Política: como se dá o engajamento militar no combate à pandemia no Brasil?
Mariana Janot (LASInTec/San Tiago Dantas), Suzeley Kalil Mathias (UNESP/San Tiago Dantas) e Marina Vitelli (UNIFESP).

Painel 3: Pandemia, narcotráfico e regime dos ilegalismos no Brasil
Milena Cunha (LASInTec/UFABC), Thiago Rodrigues (INEST-UFF/SeDeAméricas) e Karina Biondi (UEMA).

2019

O ciclo de debates de estreia do LASInTec “por questões de segurança: a violência institucional e o embate entre segurança e liberdade nas democracias” teve como objetivo de levantar questionamentos sobre a atual configuração do autoritarismo no Brasil e suas conexões planetárias. Como se dão as relações entre política e violência hoje? Quais as formas de violência institucional na democracia contemporânea? Como a busca por segurança atinge as liberdades democráticas por meio da militarização do sistema de justiça criminal e, consequentemente, dos espaços urbanos?

Mesa 1: Política e violência: formas contemporâneas da exceção
Mesa 1: Política e violência: formas contemporâneas da exceção
Mesa 1: Política e violência: formas contemporâneas da exceção
Mesa 2: Segurança, Democracia e Direitos Humanos
Mesa 2: Segurança, Democracia e Direitos Humanos
Mesa 3: Qual democracia? Autoritarismo e criminalização das lutas hoje
Mesa 3: Qual democracia? Autoritarismo e criminalização das lutas hoje

Mesa 1 (29/03): Política e violência: formas contemporâneas da exceção. Vera Telles (USP), Jonnefer Barbosa (PUC-SP) e Edson Teles (Unifesp).
Mediação: Ivo Ferreira (LASInTec/Unifesp).

Mesa 2 (12/04): Segurança, Democracia e Direitos Humanos. Otávio Dias de Souza Ferreira (USP), João Paulo Gusmão Pinheiro Duarte (UNIP/LASInTec) e Esther Solano (Unifesp). Mediação: Milena Cunha (UFABC/LASInTec).

Mesa 3 (26/04): Qual democracia? Autoritarismo e criminalização das lutas hoje. Movimento Passe Livre São Paulo (MPL-SP), Camila Jourdan (UERJ/ADEP) e Matheus Marestoni (PUC/LASInTec). Mediação: Renato Ortega (Unifesp).